O analfabetismo funcional e as redes sociais

 O analfabetismo funcional é um dos maiores problemas educacionais e tem influência direta na maneira de consumir redes sociais

Você sabia que três entre cada dez brasileiros têm limitação de leitura, interpretação de textos, identificação de ironia em orações ou para fazer operações matemáticas cotidianas? Devido a esse conjunto de dificuldades, esses indivíduos analfabetos funcional.

Os analfabetos funcionais são indivíduos que, ainda que saibam reconhecer letras e números (ou seja, ler normalmente), não conseguem interpretar o conteúdo textual u mesmo realizar operações aritméticas de maior dificuldade. De acordo com pesquisa extensa feita pelo Indicador Nacional do Analfabetismo Funcional (Inaf), o analfabetos funcionais hoje, no Brasil, representam cerca de 30% da população entre 15 e 64 anos. Entretanto, esse grupo já foi maior: em 2001 o analfabetismo funcional bateu os 39%, segundo o instituto.

De acordo com o Inaf, a alfabetização pode ser dividida em quatro níveis: analfabetos, alfabetizados de forma rudimentar (sendo os dois anteriores considerados analfabetos funcionais), alfabetizados em nível básico e alfabetizados em nível pleno (esses dois últimos considerados indivíduos alfabetizados de forma funcional e completa).

Ainda segundo a pesquisa, ter domínio pleno da leitura tem se mostrado algo raro entre os entrevistados, ainda que tenham concluído os Ensinos Fundamental e Médio ou tendo algum Ensino Superior. Deve-se encarar o analfabetismos funcional como algo sério, pois a incapacidade de interpretar textos, ainda que simples, pode prejudicar diretamente na formação intelectual do indivíduo tanto como seu futuro profissional.

Além disso, neste ano o Inaf revelou novos dados do analfabetismo funcional relacionados à era digital. De acordo com a pesquisa, 86% usam WhatsApp, 72% são adeptos do Facebook e 31% têm conta no Instagram. É uma realidade que preocupa pois a partir da combinação de dificuldade de interpretação e uso de redes sociais cria-se um população digital manipulável – que pode ser vista durante o período eleitoral com a proliferação de fake news.

Foi constatado que quem tem maior nível de alfabetização utiliza o Facebook com mais frequência. Dentre os analfabetos funcionais, essa taxa é pequena devido à quantidade de textos encontrados na rede social.

Com isso, é necessário afirmar a posição do Facebook como um catalisador para a alfabetização já que, além de textos, a rede social possui muitas imagens e outras mídias que necessitam de interpretação.

A quantidade de textos não é diferente no WhatsApp, entretanto foi notado que 92% dos analfabetos funcionais enviam mensagens escritas e outra porcentagem, 84% do grupo, compartilham textos que outros usuários enviaram.

Ainda que nos últimos quinze anos o número geral de analfabetos tenha reduzido no Brasil, o analfabetismo funcional é presente até mesmo em universitários, provando que o problema não está diretamente ligado com baixa escolaridade – mesmo que seja importante matricular seus filhos em escolas particulares de Campo Grande (MS) de confiança.

É preciso ressaltar que não cabe à escola um ensino essencialmente técnico. A alfabetização é um processo complexo e deve ser universalizada para proporcionar o nível de alfabetização funcional aos alunos para que se desenvolva neles senso crítico e interpretativo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *